Atualmente, a principal fonte de receita dos shoppings é proveniente dos aluguéis pagos pelos lojistas. O valor que um varejista paga pelo espaço depende de fatores como o tamanho do local, sua localização no shopping center e o valor percebido desse varejista no contexto do conjunto geral de locatários.

Os shoppings geram receita principalmente a partir de diversas fontes. Aqui estão algumas das principais formas:
- Aluguel dos lojistas: A principal forma de geração de receita pelos shoppings é a cobrança de aluguel dos lojistas, ou seja, das empresas que operam lojas no shopping. O valor do aluguel pode ser fixo, variável de acordo com as vendas ou uma combinação de ambas as formas.
- Porcentagem sobre as vendas: Alguns operadores de shoppings também podem cobrar uma porcentagem sobre as vendas do locatário como parte do contrato de locação. Isso significa que, quanto mais dinheiro a loja fatura, mais o shopping ganha.
- Receitas com publicidade e promoções: Os shoppings se caracterizam por um grande fluxo de pessoas e visibilidade, o que os torna locais atraentes para publicidade. Os shoppings podem cobrar taxas das empresas que anunciam nas áreas comuns ou nos painéis digitais de propriedade do shopping. Também podem gerar receitas organizando eventos promocionais, lançamentos de produtos ou lojas pop-up.
- Taxas de estacionamento: Alguns shoppings cobram taxas de estacionamento, o que pode constituir uma fonte significativa de receita, especialmente em áreas urbanas, onde há poucas vagas de estacionamento.
- Comissões de máquinas automáticas: Os shoppings podem possuir máquinas automáticas (por exemplo, de alimentos e bebidas) pertencentes a fornecedores externos. O shopping pode lucrar com as comissões sobre as vendas dessas máquinas.
- Venda de imóveis e valorização: Se o proprietário do shopping center decidir vender o imóvel, cujo valor tenha aumentado, ele pode lucrar com a diferença entre o preço de compra e o preço de venda.
- Taxas por serviços: Alguns shoppings podem cobrar taxas adicionais por serviços, como estacionamento premium, assistência nas compras ou aluguel de equipamentos, como cadeiras de rodas ou carrinhos de bebê.
A situação em transformação
O setor de varejo, incluindo os shoppings, está passando por mudanças significativas causadas por diversos fatores, e é provável que essas mudanças continuem no futuro. Algumas das principais tendências que influenciam o futuro dos shoppings são:
- Comércio eletrônico: O rápido crescimento das compras online exerceu um profundo impacto nos espaços comerciais físicos, incluindo os shoppings. Os consumidores agora têm a conveniência de comprar produtos no conforto de suas próprias casas, e as plataformas de comércio eletrônico geralmente oferecem uma variedade maior de produtos do que as lojas físicas. Os shoppings terão que encontrar maneiras de competir com isso, talvez oferecendo experiências que não podem ser reproduzidas na internet.
- Comércio baseado em experiências: Com o crescimento do comércio eletrônico, o varejo tradicional passou a se concentrar na oferta de experiências únicas, impossíveis de serem reproduzidas na internet. Podem ser, por exemplo, lojas voltadas para experiências, estabelecimentos gastronômicos e de entretenimento, academias de ginástica ou outras comodidades. À medida que essa tendência se mantiver, os shoppings poderão começar a gerar receitas maiores graças a esse tipo de locatário e serviço.
- Impacto da COVID-19: A pandemia levou a um aumento na popularidade das compras online e a uma queda no fluxo de público nos shoppings, devido às medidas de distanciamento social e ao lockdown. Isso acelerou a necessidade de inovação por parte dos shoppings e de adaptação às mudanças no comportamento dos consumidores, como o aprimoramento da presença online ou o desenvolvimento de estratégias multicanais.
- Diversificação dos shoppings: Observa-se uma tendência crescente de transformar os shoppings em espaços multifuncionais, combinando escritórios, residências, hotéis, escolas e outras instalações. Isso pode diversificar as fontes de receita dos operadores de shoppings.
- Desenvolvimento sustentável: No setor de varejo, cresce a demanda dos consumidores por práticas éticas e sustentáveis. Os shoppings que demonstram responsabilidade ambiental, por exemplo, reduzindo o consumo de energia ou a quantidade de resíduos, podem se tornar mais atraentes tanto para locatários quanto para clientes.
No futuro, as formas de geração de receita pelos shoppings podem exigir adaptação e evolução acompanhando essas tendências.
Um novo caminho a seguir
O surgimento de soluções baseadas em inteligência artificial, como o Footprints AI, tem o potencial de revolucionar o modelo de negócios dos shoppings. O Footprints AI oferece análises avançadas de clientes e modelagem de comportamentos preditivos, transformando dados sobre o comportamento dos clientes em previsões de grande valor sobre o público-alvo dos meios de comunicação. Esses dados podem ser utilizados para definir preços de aluguel, levando em consideração fatores como fluxo de pedestres, taxas de conversão e até mesmo comportamentos de compra previstos.
- Preços de aluguel baseados em dados: imagine definir o valor das áreas comerciais com base na qualidade da interação com os clientes, e não apenas na metragem quadrada. Ao analisar o fluxo de pessoas, o tempo de permanência dos clientes e as taxas de conversão, os shoppings poderiam criar um modelo de preços vantajoso tanto para si mesmos quanto para seus locatários.
- Modelo de locação baseado em resultados: Vamos dar um passo adiante. A Footprints AI pode rastrear dados de vendas, permitindo que os shoppings implementem um modelo de locação baseado em resultados. Os locatários pagariam um aluguel básico, mas também uma porcentagem de suas vendas. Assim, à medida que o locatário cresce, também aumentam as receitas do shopping center. É o trabalho em equipe no seu melhor.
- Serviços de valor agregado e redes de Retail Media: É aqui que as coisas ficam realmente interessantes. Munidos dos dados abrangentes da Footprints AI, os shoppings podem entrar no campo dos serviços de Retail Media. Isso significa que os shoppings podem ajudar os varejistas a divulgar seus produtos para o público certo, no momento certo, aumentando o fluxo de pessoas no shopping e elevando as vendas. O shopping poderia criar sua própria Retail Media Network, gerando fontes adicionais de receita com publicidade.
Isso pode provocar uma mudança radical nas relações entre o shopping center e os varejistas. Os shoppings estão se tornando mais do que apenas proprietários de imóveis; estão se tornando parceiros estratégicos, investindo no sucesso de seus lojistas e lucrando com o valor que estes agregam.
Footprints AI: Uma revolução no setor graças aos dados e à inteligência artificial
A Footprints AI pode trazer uma mudança transformadora na forma como os shoppings geram receita. Veja como:
- Monetização de dados: a Footprints AI permite que os shoppings transformem dados comportamentais em informações valiosas, tornando os dados um ativo que pode ser monetizado. Isso inclui modelos preditivos de comportamento dos clientes, que as marcas podem utilizar para direcionar anúncios de forma mais eficaz, abrindo assim uma nova fonte de receita para os shoppings, já que as marcas pagam pelo acesso a esses públicos-alvo preditivos.
- Plataforma de Retail Media: Os shoppings podem criar ou aprimorar sua própria oferta de Retail Media Network (Retail Media Network) utilizando a Footprints AI, que foi projetada para otimizar campanhas publicitárias com base em comportamentos de compra previstos nas lojas. Dessa forma, os shoppings podem aumentar suas receitas com publicidade, oferecendo às marcas de varejo soluções publicitárias altamente eficientes e direcionadas.
- Melhores relações com os locatários: as informações fornecidas pelo Footprints AI podem ajudar os shoppings a compreender melhor o desempenho de seus locatários e fornecer dados valiosos para aumentar sua eficiência. Isso pode levar a relações mais sólidas com os locatários e, potencialmente, a aluguéis mais altos ou à prorrogação dos contratos de locação.
- Melhores experiências para os clientes: Graças aos modelos preditivos, os shoppings podem melhorar a experiência geral dos clientes, o que pode se traduzir em maior movimento e vendas mais elevadas. Por exemplo, conhecer o fluxo previsto de clientes pode ajudar na organização de eventos ou promoções em períodos de grande movimento. Melhores experiências dos clientes podem levar a maiores gastos no shopping center, o que traz benefícios tanto para os lojistas quanto para o próprio shopping.
- Novas oportunidades de parceria: as informações geradas pela Footprints AI podem ser utilizadas para atrair parceiros de mídia e patrocinadores. Isso pode abrir fontes de receita totalmente novas, das quais os shoppings não podiam se beneficiar anteriormente.
- Maior eficiência e custos mais baixos: Graças à análise abrangente do varejo oferecida pela Footprints AI, os shoppings podem otimizar suas operações e reduzir custos. Isso abrange tudo, desde o consumo de energia (saber quando haverá menos movimento no shopping) até a segurança (compreender os padrões de deslocamento dos clientes).
Na verdade, a Footprints AI tem o potencial de transformar os shoppings de meros espaços físicos em ecossistemas de varejo multicanais baseados em dados, que geram receita a partir de suas percepções, proporcionando experiências mais lucrativas, eficientes e orientadas para o cliente.
Retail Media: a próxima fronteira da monetização dos shoppings
À medida que os shoppings navegam pelo cenário em constante mudança do varejo, as redes de Retail Media estão se tornando uma nova e promissora fonte de receita. Graças aos dados de clientes provenientes de fontes próprias e às análises preditivas possibilitadas por soluções como o Footprints AI, os shoppings podem aproveitar sua posição única no centro da jornada do cliente para criar públicos-alvo publicitários altamente valiosos e segmentados.
Ao monetizar seu amplo banco de dados de clientes, os shoppings podem oferecer às marcas a oportunidade de alcançar os consumidores no ponto de venda, quando eles estão ativamente engajados e prontos para a conversão. Esse modelo de publicidade baseado em públicos-alvo pode gerar altas taxas de CPM, superando significativamente os canais publicitários tradicionais. À medida que os shoppings se transformam em centros comerciais multicanais, as redes de Retail Media serão um fator-chave para sua rentabilidade e sucesso a longo prazo.
Do aluguel baseado em custos para receitas baseadas em dados
A principal tensão na economia atual dos shoppings é a discrepância entre a forma como os shoppings cobram suas taxas (aluguel fixo, não vinculado a resultados) e a forma como as plataformas online calculam suas taxas (baseadas em resultados, diretamente vinculadas às vendas). Os locatários, que pagam aluguel, taxas de marketing e taxas de manutenção, não veem uma relação direta entre o que pagam e o volume de tráfego ou as vendas que alcançam. Essa frustração está levando o setor a adotar um novo modelo.
A resposta está na monetização de dados. Cada visitante de um shopping center gera dados comportamentais: percursos realizados, lojas visitadas, tempo de permanência e padrões de compra. Esses dados, após serem coletados e analisados, tornam-se uma nova classe de ativos para os operadores de shoppings, que pode ser transformada em publicidade direcionada, insights sobre o desempenho dos lojistas e oportunidades de promoções entre marcas.
Os números confirmam essa mudança. As pessoas ainda passam mais de 87% do tempo em ambientes fechados. Os espaços comerciais internos atraem, a cada ano, 1,7 bilhão de clientes em todo o mundo. A tecnologia de publicidade baseada em inteligência artificial, aplicada a esse fluxo de pedestres, pode proporcionar um aumento de 5 a 8 vezes na precisão da segmentação de anúncios para marcas de varejo que operam em shoppings.
É exatamente isso que as Retail Media Networks oferecem para estabelecimentos comerciais físicos: a possibilidade de monetizar o fluxo de pedestres existente por meio de publicidade precisa, transformando um tradicional centro de custos (telas em áreas comuns, sistema de som no shopping center) em uma fonte de receita de alta margem, que correlaciona diretamente os gastos com publicidade a resultados mensuráveis de vendas.
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